Vicky Richter afirmou que 'o mundo precisa ver o que está acontecendo' no país
Ela também atacou o Foro de São Paulo, fundado pelo PT em 1990. “Lula não construiu apenas um fórum político, ele construiu um cartel de miséria, exportando pobreza e autoritarismo como café brasileiro”, afirmou. “Venezuela: cinco estrelas, colapso total. Nicarágua: excelente serviço, ditadura instalada com sucesso. Cuba: a franquia original.”
A jornalista direcionou críticas específicas a Moraes, a quem acusou de censurar opositores sob o pretexto de proteger a democracia. “Ele deu uma entrevista ao Washington Post em que chama seus decretos de censura como ‘uma vacina contra o autoritarismo‘”, lembrou. “É como chamar o cianeto de suplemento vitamínico.”
“Como é a vacina dele?”, perguntou. “Plataformas inteiras banidas. Políticos apagados das urnas. Jornalistas arrastados para celas de prisão porque eles se atreveram a escrever palavras de que Sua Majestade não gostou. Cidadãos presos por tuítes? Bem-vindos ao Brasil, onde uma hashtag pode te algemar.”
Moraes: uma contradição entre símbolos e práticas
Segundo Richter, há um contraste entre a retórica oficial e a realidade. “Em seu escritório, Moraes exibe orgulhosamente a Constituição dos EUA, a Carta de Direitos e a Declaração de Independência”, ilustrou. “Imagine um incendiário em série pendurando extintores de incêndio em sua parede.”
As críticas se estendem à percepção internacional sobre o país. “Jornalistas ocidentais aplaudem: ‘O Brasil está defendendo a democracia’, enquanto assistem a plataformas desaparecerem e figuras da oposição sumirem”, criticou. “Por essa definição, lobos devem ser as melhores babás.”
A repercussão veio na mesma semana em que o ministro Flávio Dino, relator da ADPF n° 1.178, determinou que operações financeiras do Brasil com o exterior, quando em desacordo com a decisão da Corte, dependam de autorização expressa do STF. Richter reagiu à medida e a classificou como “suicídio econômico”.
Em postagem no X, escreveu: “Sanções dos Estados Unidos não são simbólicas, são aplicadas através das artérias do sistema financeiro global”, explicou. “Bancos podem acabar na lista negra, investidores estrangeiros fugirão mais rápido do que você pode dizer ‘soberania’, e o Brasil ficará isolado, mendigando crédito como um Estado pária.”
Nas últimas manifestações, Richter concluiu que o país não está sendo protegido, mas enfraquecido. “O Brasil não está sendo salvo, está sendo expulso lentamente, metodicamente, com grande cerimônia”, avaliou. “O povo queria uma cura da corrupção, e eles foram injetados com Lula. Eles queriam um defensor da liberdade e eles ficaram com Moraes, a vacina que mata o paciente.”