Estudo revela falta de planos de ação para os municípios brasileiros enfrentarem o calor extremo
Maioria das cidades do país ainda não têm ou está iniciando um plano de ação contra o calor extremo.
É o que mostra um estudo divulgado pela presidência brasileira da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 e pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente.
O levantamento integra o Mutirão Contra o Calor extremo, que reúne 258 cidades em todo o mundo, 105 delas do Brasil.
O estudo foi realizado em 53 municípios do país e revela que 93% dos gestores classificam o calor extremo como um problema relevante.
Além disso, 68% colocam a questão entre os principais desafios locais.
Ao mesmo tempo, três em cada quatro cidades não usam dados de forma estruturada para apoiar decisões sobre o assunto.
E mais: 85% dependem de recursos externos para se adaptar às altas temperaturas. E, também, somente 42% têm sistemas de informações geográficas para mapear os riscos ligados ao fenômeno.
