IA não vai substituir humanos no trabalho, defende ex-diretor do Linkedin

À CNN, Borja Castelar destacou que tecnologia não processa empatia, julgamento ético e comunicação persuasiva

Giovana Christ, da CNN Brasil
De acordo com ele, a IA pode ajudar na automação de processos, principalmente nas etapas iniciais, mas as decisões finais dependem das habilidades humanas
De acordo com ele, a IA pode ajudar na automação de processos, principalmente nas etapas iniciais, mas as decisões finais dependem das habilidades humanas  • Matheus Bertelli/Pexels

Com o aumento do uso de inteligência artificial nas empresas, o medo da substituição dos funcionários pela tecnologia é latente. Mas, não necessariamente, essa é uma verdade — já que existem atributos humanos que não podem ser processados em computadores.

À CNN BrasilBorja Castelar, ex-diretor do LinkedIn para a América Latina e autor do livro "Human Skills", disse: "A IA ainda está longe de substituir empatia genuína, pensamento crítico, julgamento ético, criatividade contextual e comunicação persuasiva. A tecnologia pode gerar respostas, mas não vive experiências, não assume consequências nem entende o impacto humano das decisões. Essas habilidades continuam sendo profundamente humanas e cada vez mais valiosas."

De acordo com ele, a IA pode ajudar na automação de processos, principalmente nas etapas iniciais, mas as decisões finais dependem das habilidades humanas.

Como conselho para pessoas que temem serem substituídas por máquinas, Castelar comentou: "Tenha medo, mas não paralise. Use esse medo como combustível para aprender. Pare de tentar competir com a IA e comece a complementá-la. Use a tecnologia para ganhar produtividade e invista no que ela não pode copiar: pensamento crítico, comunicação, criatividade e inteligência emocional."

O autor revelou que o medo das novidades trazidas pela inteligência artificial é natural e saudável, mas não deve atrapalhar as pessoas no trabalho — e sim, ajudá-las a usar as ferramentas para aprender.

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