Um navio de carga foi atingido por um "projétil desconhecido", na costa dos Emirados Árabes Unidos, que provocou um pequeno incêndio a bordo na madrugada desta quinta-feira (12), informou a Autoridade de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO).
O incidente marca o sexto ataque em dois dias contra embarcações que operam no Golfo Pérsico, à medida que o Irã intensifica seus ataques contra petroleiros, navios de carga e fornecedores de energia na região.
O incidente ocorreu a 35 milhas náuticas ao norte de Jebel Ali, uma importante cidade portuária perto de Dubai, de acordo com a UKMTO, a autoridade marítima responsável pela região.
O comunicado informava que uma avaliação completa dos danos estava "prejudicada pela escuridão", mas que toda a tripulação estava em segurança.
Durante a noite, dois petroleiros estrangeiros foram incendiados em águas iraquianas após um ataque iraniano. Pelo menos uma pessoa morreu e 38 tripulantes foram resgatados das embarcações.
Um navio graneleiro tailandês também pegou fogo e sua tripulação foi evacuada após ser atacado no Estreito de Ormuz na madrugada de quarta-feira (11). Outras duas embarcações também relataram terem sido atingidas no mesmo dia.
O que está acontecendo no Oriente Médio?
Os Estados Unidos e Israel estão em guerra com o Irã. O conflito teve início no dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países matou o líder supremo do país, Ali Khamenei, em Teerã.
Diversas autoridades do alto escalão do regime iraniano também foram mortas. Além disso, os EUA alegam terem destruído dezenas de navios do país, assim como sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares.
Em retaliação, o regime dos aiatolás fez ataques contra diversos países da região, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. As autoridades iranianas dizem que têm como alvo apenas interesses dos Estados Unidos e Israel nessas nações.
Mais de 1.200 civis morreram no Irã desde o início da guerra, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, que tem sede nos EUA. A Casa Branca, por sua vez, registrou ao menos sete mortes de soldados americanos em relação direta aos ataques iranianos.