Após especulações sobre quadro de Schumacher, ex-companheiro de equipe alega que ‘a situação não mudou’

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Italiano Riccardo Patrese diz em entrevista que torce pela melhora do piloto alemão.

Sete vezes campeão mundial de Fórmula 1, o piloto Michael Schumacher sofreu um acidente enquanto esquiava em dezembro de 2013, nos Alpes Franceses. Desde então, ele, que chegou a ficar em coma, tem o estado de saúde mantido em segredo pela família. A partir de especulações sobre o modo que o alemão vive atualmente, seu amigo e ex-piloto italiano Riccardo Patrese concedeu uma entrevista ao portal Hochge Pockert, quando disse que “a situação não mudou”.

Divulgadas na última sexta-feira, as falas de Patrese — companheiro de Schumacher na Benetton — foram provocadas a partir de um boato sobre o quadro do piloto alemão, que estaria conseguindo se sentar e não estaria mais acamado, segundo o que se cogita. Patrese, então, disse que sua “impressão” é que o quadro é o mesmo, apesar de torcer pela melhora do ex-integrante da Fórmula 1:

“Então, fiquei sabendo por um amigo que ele estava melhorando cada vez mais. Mas nunca o encontrei depois do acidente. Nunca estive lá. Só se ouve falar que ele consegue sentar, observar, olhar em volta e fazer contato visual. Depois das melhoras iniciais, a minha compreensão sobre o estado de saúde dele era de que estava na situação que foi noticiada esta semana. Ele está no próprio mundo, mas reconhece as pessoas ao redor, rostos familiares”, declarou o italiano. “Tenho certeza de que ele não sabe que é heptacampeão mundial.”

“Esperamos sinceramente que ele melhore um pouquinho a cada dia. Fico muito feliz em saber que Michael está melhorando, mas, pelo que sei, a situação dele não mudou nos últimos anos”, completou.

Parentes de Schumacher ‘preferiram ficar sozinhos’

Ainda segundo Patrese, houve “algumas novidades positivas há seis anos”, momento em que foi atualizado porque “todos pensaram que ele poderia morrer”. Corinna, mulher de Schumacher, responsável por seus cuidados, também foi citada pelo ex-piloto italiano na entrevista. Ela teria respondido que ele não deveria se preocupar ao perguntar, logo após o acidente, se deveria visitá-lo no hospital.

“Entendi que eles não queriam ninguém perto dele, exceto algumas pessoas de confiança”, argumenta. “Me ofereci para ajudar, para ver se faria alguma diferença se eu o visitasse. Sim, tentei ajudá-los; eu poderia ter estado lá. Mas eles preferiram ficar sozinhos.”

Em 2019, Patrese conta que encontrou a esposa de Schumacher em um evento para celebrar a carreira do alemão, em Goodwood, na Inglaterra, mas optou por não perguntar notícias sobre o ex-companheiro de equipe. “Penso que, numa situação dessas, isso é um tesouro para as pessoas que amam. Mesmo em sua condição, eles o querem por perto, para cuidar dele e amá-lo”, diz o italiano.

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